Dia da Consciência Negra


O Dia da Consciência Negra foi oficialmente instituído pela Lei 10.639/2003 e marca a resistência do povo negro no Brasil. Nesse dia, em 1695, morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, defendendo seu povo contra a escravidão. Essa mesma lei incluiu no currículo oficial das escolas públicas e privadas a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira.

Além de marcar a importância da cultura e da história africana no País, o Dia da Consciência Negra também chama atenção para os desafios para a igualdade racial. Dados de 2010 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a desigualdade de raça continua no País, com brancos recebendo salários mais altos e estudando mais que os negros (pretos e pardos).

Segundo o levantamento, essa realidade está ainda mais presente na região Sudeste, onde os rendimentos recebidos pelos brancos correspondem ao dobro dos pagos aos pretos. De acordo com o IBGE, os brancos também dominam o ensino superior no País: considerando a faixa etária entre 15 e 24 anos, 31,1% da população branca frequentava a universidade. Em relação aos pardos e pretos, os índices são de 13,4% e 12,8%, respectivamente.

A pesquisa ainda observou diferenças relevantes na taxa de analfabetismo entre as categorias de cor e raça. Enquanto para o total da população a taxa de analfabetismo é de 9,6%, entre os brancos esse índice cai para 5,9%. Já entre pardos e pretos a taxa sobe para 13% e 14,4%, respectivamente.